Um nome ou uma marca? Não importa.


O que é um nome? Apenas uma marca dada por pessoas que não podiam nem julgar qual a sua personalidade. Ele não registra na humanidade o que você foi, é ou será. Aí você me pergunta: "e os grandes nomes que serão eternamente lembrados?". Eu respondo da seguinte forma. Partindo do pressuposto de que essas pessoas são lembradas pelos seus feitos, continuo afirmando que o nome não é nada. 

Me perdoem os religiosos pela colocação que faço agora, mas Jesus, o homem mais pop dos últimos tempos só tem seu nome lembrado até hoje porque teve feitos maravilhosos em sua estadia pela terra. Se ele tivesse se chamado Carlos, por exemplo e seu feitos tivessem sido os mesmos, com certeza continuaria sendo lembrado.

Michael poderia ter qualquer identidade, mas sim, o cara seria o mesmo estouro, foi predestinado para isso.
Quantas pessoas não trocaram meu nome por inúmeras vezes e eu nem liguei? Não consigo nem contabilizar, mas vou entrar em crise com isso e começar a divagar num pensamento dostoieviskiano entre o que é ser ordinário ou extraordinário? Jamais. 

Preocupo-me mais com minhas ações e como elas podem ser absorvidas pela sociedade. Não lembrem de meu nome, lembrem de minhas palavras e dos meus atos. Não lembrem da identidade carnal mas da transcendental. Lembrem do cara que escreve textos, sendo eles bons ou ruins. Lembrem da essência. Meu nome é só um carimbo diante da grande folha em branco da vida.

Muito prazer... aquele que você quiser.

Roberto Teixeira da Silva

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas